sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Quando os sonhos se tornam realidade…



De Lisboa a Valência são precisamente oitocentos e oitenta e dois quilómetros, todos estes quilómetros que me separam fisicamente de uma pessoa que admiro, não só a nível futebolístico, como a nível pessoal. Todo este espaço separa-me do João, e eu queria acabar com esta distância por uns dias, para poder vê-lo jogar ao vivo, para poder voltar a estar com ele!

Nem tudo foi fácil: a luta financeira que tive de fazer (paguei 100% da minha viagem e das minhas despesas, recusando todo o dinheiro que me pudesse ser emprestado ou dado), a luta pessoal (onde pessoas que esperava apoiarem-me, obrigaram-me a escolher entre o meu sonho ou elas), e todas as outras pequenas lutas que tive de fazer para poder realizar o meu sonho e acredito que foram todas estas que deram um sabor ainda mais especial ao meu sonho. Parece que tudo é fácil e simples, mas acreditem que todas as dificuldades no final valeram a pena, e deram ainda mais “gosto” ao meu sonho, foram elas que fizeram com que o sabor fosse ainda mais especial e inesquecível.

Já fez um ano (e apesar de ter uma péssima memória) lembro-me de grande parte dos pormenores que vivi, do que senti, da ansiedade, da felicidade e agora sinto uma saudade, mas que espero matá-la em breve. Lembro-me que corri o risco de perder o avião porque só fiz o check-in depois deste ter fechado (obrigada à senhora que abriu a exceção de nos deixar seguir), o taxista simpático que falou imenso connosco, que respondeu às nossas perguntas e nos ajudou em tudo o que pode, à nossa “vizinha” de prédio, portuguesa, Anabela que esteve sempre disposta a ajudar-nos e que nos abriu a porta do prédio já passava das 3h da manhã para irmos buscar as malas.

À minha família, por todo o apoio, pelas palavras, por terem suportado a distância, pela ajuda financeira que me deram antes de ir (para poupar, tive de lhes pedir mais vezes dinheiro), ao meu pai com quem discuti uns dias antes de ir e que por palavras me deu uma força ainda mais especial para ir. Às minhas amigas, especialmente a Bárbara e a Chinesa, que me apoiaram a 200% e que compreenderam perfeitamente que muitas vezes não tivesse disponível porque tinha de trabalhar para juntar dinheiro para ir, porque ficarem tão felizes quanto eu por este sonho se ter tornado realidade. Um pedido de desculpa à Maria Rafaela porque, fazia anos no dia em que voltei e eu esqueci-me de lhe dar os parabéns e por me ter aturado tantas vezes a falar deste meu sonho. E um GRANDE, grande agradecimento à Marta, que abdicou de muito do que gostava para poder embarcar nesta aventura comigo, por ter ido comigo até Valência, mesmo que só o fosse por minha causa, por me ter aturado durante 5 dias (confesso que talvez seja difícil), por tudo o que abdicou por mim e pelo meu sonho.

Partilho a minha história, não com o intuito de provocar alguém ou gabar-me dos meus feitos, aliás, eu nem os escrevi, mas apenas para dar um incentivo a quem me lê e a quem me conhece, para lutar pelos nossos sonhos, mesmo quando parecem realmente complicados, a nunca desistirem porque no final tudo ganha uma justificação, no fim tudo vale a pena e dá ainda mais um gosto especial à realização de um sonho!

Não sei se irei contar um pouco mais sobre o meu sonho, sobre o que senti e sobre o que vivi, talvez o faça ou não, ainda não decidi. Mas se o fizer, não será com certeza na próxima publicação, essa será sobre um tema um pouco mais complicado de se falar…

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um amor de quatro patas



Hoje vou partilhar convosco um texto sobre “algo” muito especial na minha vida, um pequeno animal com cerca de 4 quilos, provavelmente 50 centímetros (ou mais), e quatro patinhas cheias de manchas e um sem-número de pelos faciais e uns bonitos olhos verdes.
Não quero parecer um velho “cliché”, mas vou dizer-vos na verdade o que sinto quanto a ele e um pouco da história do meu Tobias (Loris).

Antes da minha família receber este “pequeno”, era uma pessoa completamente insensível quanto ao assunto dos animais de estimação. Não entendia porque alguém tanto defendia e chegava ao ponto de amar estes animais de companhia. Parecia-me demasiado irreal e imaturo, afinal se eles não falavam e não conseguiam dar mimos (pensava eu!) como poderiam alguém amá-los e defendê-los com tanta determinação quanto eu via? Como alguém poderia estar tão babado e entusiasmado por partilhar fotografias e momentos do seu “pequeno”? Afinal ele era sempre igual, faria sempre as mesmas “coisas” … Como poderiam tatuar o nome ou uma pata de animal de estimação no corpo como forma de declarar a sua dor, ou o orgulho que poderiam ter por alguém “assim”? A esta última pergunta ainda não tenho resposta, confesso. Mas a todas as outras, posso dizer que estava completamente enganada. Criticava porque não sabia o que era o amor que eles nos poderiam dar, o que eles poderiam fazer por nós, as surpresas que por vezes nos dão, mesmo que o meu gato já esteja comigo há (quase) 1 ano!

Não é por ser meu gato (juro) mas ele é completamente diferente dos outros gatos que existem, e posso dar-vos um exemplo disso: ele não sabia miar como os outros gatos. Parece um avião a levantar voo e isso faz qualquer pessoa rir-se, visto que é uma prova do mimo que tem. Tenho uma árvore de Natal montada e ele nem por uma vez tentou mandá-la abaixou, ou brincou com ela. Apenas senta-se no meio do presépio e olha para o infinito. Ele não corre, exceto se abrirmos a pequena lata de comida, noutra qualquer circunstância, ele deita-se e dorme. Em todas as posições em que possam imaginar e algumas bastante artísticas, confesso! E eu divirto-me a vê-lo dormir e por vezes, fotografo!



Sim, tornei-me nessas pessoas que gosta de fotografar o seu gato e enviar às amigas e partilhar nas redes sociais, confesso! Quanto aos mimos, noto que também me enganei, ele dá-me mimos, e não daquele tipo de mimos que é com um olhar, mas sim um mimo físico. Quando o deito ao meu colo, ele põe-me a patinha na minha cara e passa gentilmente a mão pela minha face, como que fazendo uma “festinha”. Ou quando chego a casa e não lhe dou um beijinho, começa a miar como reclamando que não o cumprimentei ou porque não me despedi dele antes de sair de casa. Ou quando estou doente, ou quando bati com o carro e fiquei afetada, cheguei a acordar com um ataque de pânico, e ele acordou comigo e deitou-se ao meu lado. Também gosto quando ele pousa a cabeça sobre o meu peito, e deita-se sobre a minha barriga e dorme.
Sinceramente, metade do que queria escrever, não escrevi, mas apenas posso deixar-vos um conselho: adotem um animal de estimação, um cão ou um gato. Torna-vos melhores pessoas, torna-se mais fácil expressarem os vossos sentimentos e acreditem, mudam a vossa vida para melhor. É uma experiência a repetir e única! 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A minha melhor amiga




A minha melhor amiga chama-se Rita.
Rita exatamente como eu e nada como eu. Não vos consigo bem explicar mas sinto que não temos tanto em comum quanto ambicionava, mas ela é tudo o que quero e ambiciono ser. Ela costuma dizer que não entende porque a admiram, mas eu entendo, e bem. Simplesmente não faz sentido não gostar dela, não querer ser amiga dela. Acima de tudo sinto-me sortuda por conhecê-la e por considerá-la minha amiga. Mesmo que ela diga que não fez muito, ela não imagina o “pouco” que significa para mim.
Com “apenas” dezanove anos, menos dois que eu, ela é um exemplo para mais velhos e para mais novos. Um grande exemplo para mim. Por tudo. Pelas palavras que me dá nos momentos certos, pelos conselhos milagrosos (quase que ouso dizer que parecem conselhos de mãe de tão preciosos), pela coragem que tem para enfrentar os seus medos, os desgostos e também os obstáculos que a vida lhe coloca à frente. Pela paciência que tem comigo (o que em certas circunstâncias é mais que muita), pela simpatia, pela força que ela tem, que é sem dúvida, das características que mais admiro nela. Muitas pessoas ousam dizer que sorriem mesmo que por dentro estão mal, mas ela é o maior exemplo disso mesmo! Com as perdas que viveu, por alguns motivos, pelos desgostos que apanhou, mas pela coragem que tem de encarar a vida de frente e sorrir mesmo que por dentro só chore.
Existe outra característica que me faz realmente admirá-la, que me faz querer ser exatamente como ela. O ídolo dela chama-se Nani (que por destino da vida, é amigo e colega de equipa do meu ídolo) e quando ela fala dele, é impossível não ficar com uma lágrima no canto do olho! Fez 9 anos que ela o admira e só à cerca de 1 ou 2 anos, ela conseguiu a camisola. Esteve com ele nos bons e nos maus momentos, em todos eles ao longo de todo o percurso futebolístico dele! E mesmo que, por vezes, tivesse motivos que para alguns fosse o suficiente para deixar de o admirar ou desistir, ela nunca desistiu, e continuou sempre mas sempre ao lado dele!
Quando a conheci, tive o pressentimento que ela era especial, e não me enganei!

Obrigada pela tua amizade <3


PS: Sei que vais ler o que escrevi e quero garantir-te que em todos os momentos estarei contigo, mesmo que não saiba o que te dizer, por vezes!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

C(s)em Senti(dos)mentos: a explicação do nome



Escrever não é fácil quanto algumas pessoas fazem transparecer, principalmente quando dentro de nós existe um turbilhão de ideias, sentimentos, pensamentos e emoções em guerra... Quando o cérebro e o coração parecem não querer trabalhar em conjunto mesmo que já não sejas uma adolescente e tenhas (já) 21 anos!
Queria um título para o meu blog pessoal que transparecesse tudo isto mas toda a minha frieza que em relação a alguns assuntos é assustadora! Daí ter escolhido um nome com diversas opções de ser lido e ser entendido, assim como acontece comigo diversas vezes... Também li que toda esta minha forma de ser está relacionada com o signo que tenho: caranguejo.
Acredito, em parte, que sim. Que também está ligado com o dia e mês em que nasci, até porque algumas das pessoas mais parecidas comigo, que conheci, eram pessoas com quem partilhava o signo.
Também sou uma pessoa muito próxima do meu 6ºsentido, a um pressentimento que tenho ao longo da minha vida, também à primeira impressão que tenho ao olhar para as pessoas, ao conhecê-las!
De uma forma simples, sou uma pessoa com cem sentidos e sentimentos ou sem nenhum tipo deles. Como uma pessoa que sou, de extremos, de 8 aos 80 (por vezes em minutos!) ou seja, sou uma pessoa deveras complexa! 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Um pouco sobre mim..



Olá queridos leitores!
Esta é a primeira publicação que vou fazer no meu blog e sei que é importante que fique especialmente bem escrita e cativante, afinal, é esta publicação que pode ditar se ficam interessados no que escrevo ou não...
Falando um pouco de mim: Sou a Rita e tenho 21 anos, sou estudante e trabalhadora. Tenho mau feitio e sei disso, tenho uma personalidade bastante forte e sei que não é qualquer pessoa que gosta de mim. Tenho dias em que gosto imenso de mim e outros em que não tanto, mas quem não tem dias desses?! Mas além disto, sou um coração de manteiga, sou bastante amiga do meu amigo. Sou extrovertida e espontânea.
Sou uma benfiquista ferrenha e fanática pelo Benfica, adoro particularmente futebol. E também sou uma grande simpatizante do Valência FC, onde joga a pessoa a quem eu considero melhor jogador no mundo: João Cancelo. Por quem tenho uma enorme admiração e carinho. Fora isto, adoro escrever (mas isso já deviam desconfiar!). Adoro ouvir música, qualquer tipo de música desde Rita Ora, a Shakira, como Maluma, a The Script, Ed Sheeran, como outros! Adoro viagens e ver filmes!
Bem, talvez seja melhor, deixar algo para descobrirem depois!
Vemo-nos no próximo capítulo/post?

Rita Carvalho