quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um amor de quatro patas



Hoje vou partilhar convosco um texto sobre “algo” muito especial na minha vida, um pequeno animal com cerca de 4 quilos, provavelmente 50 centímetros (ou mais), e quatro patinhas cheias de manchas e um sem-número de pelos faciais e uns bonitos olhos verdes.
Não quero parecer um velho “cliché”, mas vou dizer-vos na verdade o que sinto quanto a ele e um pouco da história do meu Tobias (Loris).

Antes da minha família receber este “pequeno”, era uma pessoa completamente insensível quanto ao assunto dos animais de estimação. Não entendia porque alguém tanto defendia e chegava ao ponto de amar estes animais de companhia. Parecia-me demasiado irreal e imaturo, afinal se eles não falavam e não conseguiam dar mimos (pensava eu!) como poderiam alguém amá-los e defendê-los com tanta determinação quanto eu via? Como alguém poderia estar tão babado e entusiasmado por partilhar fotografias e momentos do seu “pequeno”? Afinal ele era sempre igual, faria sempre as mesmas “coisas” … Como poderiam tatuar o nome ou uma pata de animal de estimação no corpo como forma de declarar a sua dor, ou o orgulho que poderiam ter por alguém “assim”? A esta última pergunta ainda não tenho resposta, confesso. Mas a todas as outras, posso dizer que estava completamente enganada. Criticava porque não sabia o que era o amor que eles nos poderiam dar, o que eles poderiam fazer por nós, as surpresas que por vezes nos dão, mesmo que o meu gato já esteja comigo há (quase) 1 ano!

Não é por ser meu gato (juro) mas ele é completamente diferente dos outros gatos que existem, e posso dar-vos um exemplo disso: ele não sabia miar como os outros gatos. Parece um avião a levantar voo e isso faz qualquer pessoa rir-se, visto que é uma prova do mimo que tem. Tenho uma árvore de Natal montada e ele nem por uma vez tentou mandá-la abaixou, ou brincou com ela. Apenas senta-se no meio do presépio e olha para o infinito. Ele não corre, exceto se abrirmos a pequena lata de comida, noutra qualquer circunstância, ele deita-se e dorme. Em todas as posições em que possam imaginar e algumas bastante artísticas, confesso! E eu divirto-me a vê-lo dormir e por vezes, fotografo!



Sim, tornei-me nessas pessoas que gosta de fotografar o seu gato e enviar às amigas e partilhar nas redes sociais, confesso! Quanto aos mimos, noto que também me enganei, ele dá-me mimos, e não daquele tipo de mimos que é com um olhar, mas sim um mimo físico. Quando o deito ao meu colo, ele põe-me a patinha na minha cara e passa gentilmente a mão pela minha face, como que fazendo uma “festinha”. Ou quando chego a casa e não lhe dou um beijinho, começa a miar como reclamando que não o cumprimentei ou porque não me despedi dele antes de sair de casa. Ou quando estou doente, ou quando bati com o carro e fiquei afetada, cheguei a acordar com um ataque de pânico, e ele acordou comigo e deitou-se ao meu lado. Também gosto quando ele pousa a cabeça sobre o meu peito, e deita-se sobre a minha barriga e dorme.
Sinceramente, metade do que queria escrever, não escrevi, mas apenas posso deixar-vos um conselho: adotem um animal de estimação, um cão ou um gato. Torna-vos melhores pessoas, torna-se mais fácil expressarem os vossos sentimentos e acreditem, mudam a vossa vida para melhor. É uma experiência a repetir e única!